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Evite as gafes mais comuns no trabalho e suba na carreira

Alcançar a tão sonhada ascensão na hierarquia da empresa é uma meta atingida por poucos profissionais. Segundo Daniela do Lago, professora da Fundação Getúlio Vargas e especialista em comportamento corporativo, alguns executivos se autoboicotam durante o processo de promoção por não terem uma percepção clara sobre as atitudes valorizadas pela empresa.

“A promoção depende muito do próprio esforço, mas depende muito mais de a pessoa mostrar que possui um perfil condizente com a filosofia da empresa em que atua”, diz ela. "Nem sempre a pessoa que mais faz horas extras, por exemplo, é a que traz mais resultados para a companhia. Na tentativa de mostrar-se esforçado e comprometido com o trabalho, o profissional pode estar sendo visto como desorganizado e lento."

Ainda segundo ela, as gafes típicas desse autoboicote no ambiente corporativo vão desde o excesso de bajulação ao chefe até a falta de jogo de cintura entre colegas. Para facilitar a vida daqueles que estão buscando subir na escada corporativa, ela detalha os cinco comportamentos mais prejudiciais:

Complexo de hora extra

Foi-se o tempo em que a qualidade do trabalho era medida pelo tempo gasto com os assuntos da empresa. Trabalhar até mais tarde e levar trabalho para casa, ao contrário do que se pensa, são sintomas de um funcionário contraproducente, incapaz de organizar o próprio tempo e executar suas atividades focado nos resultados.

De acordo com Daniela, o importante é gerar resultados positivos. “Ocupação não significa eficiência. O que vale são os resultados. Se um funcionário trouxer resultados positivos para empresa, a probabilidade de conseguir uma promoção é grande, afinal todos estarão vendo seus resultados”, afirma.

Excesso de bajulação

Há muito tempo uma figura frequenta o mundo corporativo: o puxa-saco. Não há quem trabalhe e não conte uma história que envolva um bajulador. Daniela adverte: “Nem sempre a bajulação é algo positivo. Pelo contrário. Com o decorrer do tempo, as pessoas não vão querer mais a opinião do bajulador, por julgar que o mesmo não tem senso crítico e por isso sua opinião não deve ser levada em consideração”.

Timidez exagerada

A timidez, por si só, não é problema e, definitivamente, não interfere na eficiência de um profissional. Entretanto, é necessário se atentar aos excessos. “A timidez não pode ser uma barreira na comunicação de resultados. Caso contrário, pode interferir na caminhada rumo ao sucesso”, salienta a especialista. A dica é combater a timidez com a autoconfiança. “Pessoas autoconfiantes encontram mais facilidade no mundo corporativo. Geralmente, elas sabem o que querem e vão em busca de seus objetivos”.

Ser do contra

Engana-se quem acredita ser um pecado discordar das idéias dos chefes. Segundo Daniela, idéias novas sempre serão bem vindas. “É muito importante termos opiniões diferentes e feliz é o chefe que tem uma equipe que discorda dele, afinal somente com pontos de vista diferentes que conseguimos enxergar a melhor alternativa”.

Divergir, no entanto, é algo que pede equilíbrio e senso crítico. Discordar é diferente de ser sempre do contra, sendo que o primeiro caso exige conhecimento e boa argumentação. A especialista ainda cita um exemplo de peso: “Na Google o funcionário é obrigado a discordar com o chefe em uma reunião, com o objetivo de se alcançar a melhor solução para um problema”. Mais uma vez, a ponderação precisa ser observada. Discordar não significa entrar em conflitos desnecessários.

Não saber se planejar

O planejamento é imprescindível para quem almeja o sucesso, sendo que a ascensão profissional necessita de organização e comprometimento. Não adianta simplesmente desejar ser promovido, é preciso planejar como isso será possível. Um planejamento bem feito inclui identificar pontos fracos, para então trabalhar mudanças, e também identificar pontos fortes, para saber se posicionar em oportunidades em que obterá valorização.

"É preciso ainda responder algumas perguntas básicas: Que potenciais preciso desenvolver para ocupar o cargo que almejo? O que a minha empresa valoriza em um profissional? Que passos precisarei dar rumo a este objetivo? As respostas normalmente são facilmente colhidas na dinâmica da rotina do trabalho, requer apenas atenção para percebê-las".

Fonte: Canal Executivo




         
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